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A obesidade como um fator de equilíbrio

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Sempre li, leio e acabo escrevendo sobre a obesidade com o enfoque da perda de peso. Nas minhas últimas reflexões ( entre uma mamadeira , troca de fraldas e consultório e muitas vezes durante as duas primeiras) notei que sempre acabo escrevendo de acordo com o senso comum; é necessário emagrecer para encontrar o equilíbrio. Mas a minha conduta dentro das minhas queridas quatro paredes onde trabalho tende a ser menos radical em relação ao tema. Explicando: Quando escrevo um artigo sempre me dirijo àquelas pessoas que especificamente apresentam um sobrepeso severo e que não temos muitas alternativas além de trabalhar no sentido de construir a ponte emocional onde descobrindo a causa, ajudaremos a melhorar o problema ou torná-lo menos doloroso, mesmo porque apesar de fazer parte de uma equipe a qual tenho muita estima, sei que nem sempre  é fácil submeter-se as consultas, sejam elas com o endócrino, nutricionista ou psicóloga. É um mal necessário para quem ultrapassou a linha looonge. E quem não ultrapassou? Simplesmente acha que não está bem, porque o peso é que o impede de ser feliz?

É comum encontrar este tipo de paciente que não sabe mas está buscando identificação com um corpo que não conhece. A queixa inicial basicamente se repete: Sou gordinho(a) desde que me conheço e por conta disso recebo críticas, ou sou rejeitado(a), tenho dificuldades de relacionar-me na sociedade, quando eu for magro(a) serei feliz, encontrarei um bom emprego,encontrarei roupas modernas para comprar (doce ilusão!), enfim uma lista de sonhos os quais estão vinculados a desejos e expectativas irreais.

A pergunta correta seria: Quem sou eu? Quais as necessidades do meu corpo? Qual é o caminho do meio?

Gordo, magro, bonito, feio, vesgo ou sarado, sempre tem quem goste, o que importa nessa vida é ser feliz, e o mais importante, respeitando-se para ser respeitado.

Viver bem è um fator de equilíbrio, respeitar-se é saber a hora de parar; parar de se matar de amor por alguém que não merece, parar de engolir os sapos emocionais, parar de comer mal achando que está tudo bem, parar de achar que o que o meio mostra é ideal para todo mundo.

O resultado? Um corpo equilibrado em todos os fatores; físico, nutricionais e emocionais.

Pense nisso!

 

Texto elaborado pela psicóloga Sylvia Correa de Moraes – Diretora da Clínica Pleno Ser – psicologia – 44386909 / 93938535


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